(H33) Resumirei por motivos de salubridade.
Domingo agora acabei de sair de um relacionamento complicado de 3 anos. Muito amor recíproco, muito carinho, muito sexo, sexo do bom, o melhor que já tivemos, mas objetivos diferentes e outros desafios foram demais, acabou. Já estávamos esperando isso.
No mesmo domingo, mal, saí para passear na rua com o meu cachorro e conheci uma moça que estava com o seu também. Durante aquele papo genérico sobre cães fofinhos, notei um sotaque estranho vindo dela e aproveitei para alongar a interação, que não durou muito, pois o mané aqui resolveu apertar a mão dela em retirada, alegando prazer em conhecê-la...nisso ela disse: ei espera, qual seu nome?
Ora, ora temos algo aqui, pensei. Passei meu whatsapp pra ela, celular dela todo em cirílico e ainda a chamei para um encontro à noite. Nunca tinha feito algo assim, sempre foi muito complicado ou demorado para eu conseguir um date. Me senti confiante, renovei um pouco minha autoestima, fiquei feliz e empolgado, não vou mentir. Passei o lugar pra ela pelo whats e nos encontramos lá.
Cheguei antes, abri a porta do bar pra ela quando a vi entrando. Calorosa, me deu um abraço no pescoço e a conduzi para umas poltronas para ficarmos mais à vontade, sem uma mesa no meio. Barzinho calmo, vazio, bom pra conversar.
Dei a partida e deixei ela falar, e meu Deus como falava! Não esperava tanta matraca de uma ucraniana, isso me fascinou um pouco, não sei por que. Depois de umas duas horas e meia e dois drinks, resolvi mudar das poltronas para um sofazinho de dois, apertado, podendo assim ficar mais perto e de cara um pro outro e aí sim pude reparar como era bonita, que pele perfeita, porcelana, não aparentava seus 39 anos, olho azul escuro, cabelo bem dourado, curto, magrinha do jeito que gosto, cintura fina que é meu ponto fraco. Ela também é uma moça engraçada, achei fofa em alguns momentos apesar de boa parte do papo ser sobre seu trabalho e decepções amorosas. Ela estava muito à vontade, eu estava muito à vontade, quando vi estávamos nos encostando. Aproveitei e pedi um beijo, não lembro a cantada que usei, se é que usei.
Ela ficou um pouco rosada, riu, não mudou muito a postura, mas mudou o olhar. Disse que eu fui o único que a chamou para sair do jeito que foi, mas nunca se acostumou como brasileiro é rápido no processo, já que em comparação, seus conterrâneos são péssimos para se relacionar. Enfim, a beijei. Demos uns amassos gostosos lá no sofá, já estava fazendo carinho nela há um bom tempo, e ela só faltava ronronar. A cadência tava boa, né?
Ela começa a falar de sexo. Eu amo sexo.
Disse que o relacionamento antigo dela tirou toda sua libido e que ucranianos em geral não sabem trepar e só falou mal...não sei pq achei que era uma boa deixa pra fazer graça e simplesmente falar: e aí, vamos transar, então? Dando a entender que comigo ia ser bom, já que ela parecia que queria naquele momento. Ela deu risada e o clima não pesou, o que fez essa cabaço aqui tocar no assunto sexo na casa dele mais umas três vezes quando tinha chance.
Passaram-se umas seis horas de date e o bar estava fechando. Perguntei se podia chamar um Uber pra minha casa, dessa vez ela foi firme e disse que não dá no primeiro encontro. Eu devia ter me tocado já, mas fiquei numa boa, não sairia triste dali se fosse terminar cada um em sua casa. Levei ela a pé até a sua e chegando lá começamos a despedida nos agarrando vorazmente.
Agarrei aquela cinturinha, a bunda e apertei aquela boneca contra meu corpo, nem sei se nisso ela tava alçando o chão, não notei o quão pequena ela era até esse momento. Ela estava gostando disso, principalmente a minha mão direita segurando sua bunda. Paramos para respirar um pouco e ela me fala que estava sem sentindo um brinquedo na minha mão, acho me empolguei no alisamento e aí me pergunta se tinha algum lugar do corpo dela que eu não havia tocado. Sem exitar, a mão da cintura foi pra dentro da blusa e a outra pra dentro do shorts. Ela chegou ainda mais perto e começou a gemer baixinho no meu ouvido, não à toa estava ensopada...eu poderia continuar, se não fosse 2h40 da manhã, numa porra de uma calçada, com moto passando, passos a distância... adivinha? Fomos assal... (brincadeira) a convidei novamente para ir em casa, dessa vez ela ficou em dúvida, achei que era um sim e chamei um Uber. Quando o mesmo chegou, ela não entrou no carro e se despediu de mim.
Ok, agora é hora de acreditar em quem vos conta essa situação: fiquei de boa de não transar no primeiro encontro, normal, respeito acima de tudo, ela já tinha falado que não queria isso e tá tudo beleza.
No dia seguinte, ela manda mensagem primeiro, falando que gostou do date e que não era pra eu sumir. Pois bem marquei um segundo e aqui começa a cagadas.
Íamos nos ver na quarta, um jantar, mas ela disse de tarde que havia olhado errado sua agenda e não poderia mais. Perguntei se quinta ou sexta rolaria, mas não me respondeu. Umas poucas horas depois ela diz que viu errado novamente e dava pra manter no horário original...o animal aqui, quis mostrar que tem mais planos, se valorizar e falou que tinha trabalho pra fazer, já que havia desmarcado o date ( eu tinha mesmo, foi bom eu ter finalizado, mas dava pra esperar) A partir disso, azedou.
Começou a demorar 1 dia pra responder as mensagens, ficou fria, até que eu cedi e a chamei pra esse jantar. Ela fala que eu queria jantar só pra poder comer ela, que seria muito conveniente. Falei que não era nada disso e que se ela quisesse parar de mandar mensagem, tudo bem. E foi oq ela fez.
Fiquei frustado demais com a minha estupidez, mas segui a vida.
De repente, ontem trombo com ela novamente na rua. Cumprimentei meio distante, não encostei nela e perguntei se estava bem. Ela parecia bem cansada, sei que trabalha muito. Acabei por pedir desculpas pelo mal entendido e não quis convida-la pra nada, nem um café. Achei a meio evasiva, mas ela disse que a gente se vê eventualmente ( moramos muito perto). Com um sorriso, saí dizendo que foi bom revê-la.
Bom, se você chegou até aqui, obrigado.
Eu gostei dela de verdade, mas acho que fui rápido demais apesar de ela não ter reclamado, agora furar o encontro com ela foi oq a chateou de verdade. Deve ter reforçado a ideia que eu só queira trepar. A minha ideia é ir se encontrando do jeito que foi o primeiro: na rua, passeando com cachorro. Papo leve, evitando tocar nesse assunto, reconquistar a confiança dela. O que vocês sugerem que eu faça?