O Fogo na Manhã Seguinte...
Sempre amei a forma como você me olha, como se eu fosse única, inestimável e irresistível, mas havia algo de diferente em seu olhar hoje. Parecia mais primal, faminto...
A princípio, não compreendi muito bem… Eu não estava produzida ou vestida em algo de renda que você pudesse arrancar com os dentes… Estava usando apenas uma camiseta branca larga e comprida o suficiente pra deixar apenas a popa da bunda aparecendo e com o cabelo levemente bagunçado da cama.
Penso que estou vendo coisas, mas sorrio, largo e lento, com as bochechas coradas, porque gostei do peso desse olhar.
Como pode um olhar só me causar um arrepio?
Chacoalho a cabeça e volto a preparar o café da manhã. Ouço seus passos se aproximando e tento resistir à tentação de olhar pra você de novo, mas talvez eu quebre com tamanha intensidade. Você, agora perto o suficiente para que eu sinta seu perfume, diz com a voz baixa e rouca.
⁃ Bom dia – Você aproxima sua boca do meu ouvido em uma lentidão cruel e continua - Você sabe muito bem o que faz comigo, não sabe?
Eu engoli em seco, sentindo o arrepio e antes, porém agora multiplicado por cinco. A verdade é que sim, eu sabia e sempre gostei de te deixar louco por mim, mas realmente não achei que estar de camiseta larga, descalça e natural fosse ser efetivo.
⁃ O que eu faço com você? - Me faço de inocente de propósito, porque gosto do jogo e quero saber exatamente o que você está pensando.
Você, no entanto, não me responde. Me surpreendo quando você cola seu corpo no meu. Minhas costas contra seu peito. Minha bunda contra seu… Enfim, perco a noção do que estava fazendo antes e você não me permite recuperá-la. Sua mão sobe até minha cintura e aperta forte o suficiente pra me fazer arfar. Sua outra mão sobe até meu pescoço e você expõe a região, colocando meu cabelo de lado.
Não consigo evitar inclinar um pouco a cabeça pra facilitar ainda mais seu acesso ao meu ponto fraco e você não hesita. Sinto seus lábios em mim, naquela região sensível abaixo da orelha, e não demora nada para que você intensifique o beijo. Você abre mais a boca e me morde. Eu gemo… Claro que eu gemo, surpresa pelo fato minhas pernas ainda estarem funcionando.
Você lambe, morde e me beija enquanto eu fecho os olhos e esfrego a minha bunda na sua ereção, grande e pulsante dentro da boxer branca. Você me morde mais forte em reposta.
Meu corpo traidor já não me obedece mais. Continuo me esfregando, gostando do perigo, e você aperta minha cintura mais forte. Sua boca se afasta e sobe até meu ouvido mais uma vez, dessa vez perto o suficiente para que eu consiga sentir sua respiração quente na minha pele, e diz…
⁃ Você tem essa mania deliciosa de me tirar do sério...
Você me encoxa contra a mesa e eu… Eu empino pra você. Sua mão vai subindo pela parte de trás da minha coxa até encontrar a barra da camiseta e você levanta, me expondo pra você bem no meio da cozinha.
Não passa dois segundos sequer e você aperta minha bunda… Sua outra mão segurando minha cintura como se eu pudesse escapar, como se eu quisesse…
Você inclina seu corpo sobre o meu e volta a chupar meu pescoço. Temo que talvez esteja marcada já e isso me excita ainda mais. Sua outra mão aperta e acaricia a sua parte favorita do meu corpo, enquanto eu fecho os olhos e deixo o calor da situação tomar conta de mim.
Você afasta a mão da minha bunda apenas pra voltar agora com velocidade e força, me pegando de surpresa de novo com um tapa que ecoa pela casa. Eu, instintivamente, mordo o lábio e deixo escapar um gemido manhoso, necessitado.
Sinto você sorrir, ainda com os lábios no meu ponto fraco, e você afasta a mão e me dá outro tapa. O ardor delicioso deixa meu corpo em chamas… Devo estar encharcada e com a marca dos seus cinco dedos na minha bunda.
Outro tapa vem e outro depois desse, até que você me vira de frente pra você de repente. Seus lábios tomam o meu e é aí que eu perco de vez a cabeça. Sua boca macia, sua temperatura e seu gosto são as únicas coisas na minha mente e eu me entrego.
Sua língua não busca a minha, ela a toma e eu me rendo.
Levo minhas mãos até sua nuca e enrosco meus dedos no seu cabelo. Não resisto e puxo um pouco os fios só pra te provocar e não me arrependo nadinha ao sentir sua reação… Seu gemido rouco contra minha boca e a forma como você busca minha língua mais avidamente agora me fazem derreter todinha. O beijo agora não tem absolutamente nada de contido. É fome, é tesão, é fogo.
Sinto aquela onda de eletricidade percorrendo meu corpo, do meio das minhas pernas até minha nuca.
Parece que você sabe exatamente o que eu acabei de sentir, porque sua mão traça esse mesmo caminho… Sua mão sobe pela parte interna da minha coxa até encostar no lugar que já está te querendo. E essa parte fica querendo mais, mas você não vai me dar, não agora. E você continua até alcançar minha nuca, que você aperta.
Você afasta o beijo brevemente pra olhar pra mim e sorri, arqueando as sobrancelhas ao ver que meus mamilos já estão despontando sob a camiseta e diz:
⁃ Me fala o que você quer. Agora.
O tom de comando me faz morder os lábios.
⁃ Eu quero… - sinto a timidez crescendo, mas jamais desobedeceria a uma ordem sua. - Quero que você faça o que quiser comigo.
⁃ Não, muito vago. Me fala exatamente o que você quer. - Você me desafia e eu gosto, apesar do meu coração bater tão rápido como se eu tivesse acabado de correr uma maratona…
⁃ Eu quero que você tire minha camiseta, me enforque com sua mão enquanto me beija até eu perder o ar, e quero sentir seu toque… na minha… bucetinha. Quero seus dedos deslizando pra dentro de mim, quero... gozar na sua mão... por favor.
Você sorri de novo, satisfeito e diz com a voz que eu amo tanto.
⁃ Boa garota.
Eu tremo de novo ao ouvir isso e você não perde tempo. Em segundos, a camiseta já está no chão e sua mão grande e forte encontra meu pescoço. Você aperta. Eu rolo os olhos de prazer… Você aperta o suficiente para que minha cabeça fique mais leve. Meus lábios entreabertos agora fazem sons indecentes, mas eu não me importo. Não com você.
Sua boca cala a minha com um beijo, mas não é o suficiente. Ainda sinto os gemidos na garganta, tomada pela sua mão. E, antes que eu pudesse pensar, você traça um caminho com a ponta dos dedos da minha coxa até onde eu mais quero a sua mão.
O beijo não para, nem por um segundo, e você faz como eu pedi. Você faz movimentos circulares no meu clítoris e eu abro mais as pernas, pedindo mais. No entanto, você gosta de me torturar e continua em uma velocidade que me impede de pensar. Você gosta de ver o quão desesperada eu fico por ti e eu sinto. Sinto no seu beijo, no seu toque e nos pulsares da sua ereção contra mim.
Você finalmente acelera o movimento dos dedos e eu derreto um pouco mais, mas você não me deixa cair. Sua mão no meu pescoço segura meu corpo todo exatamente onde você quer.
Estou à sua mercê. Sou sua presa e você sabe disso.
Você morde meu lábio inferior e se afasta brevemente. Seus olhos encontram os meus e você nota meu olhar está turvo, perdido em meio ao desejo. Minhas bochechas estão vermelhas e meus lábios brilhando com a sua saliva. Meus peitos estão implorando pela sua boca. Meu corpo está implorando em ser preenchido pelo seu.
Sua mão segura meu pescoço de forma que me impede de desviar o olhar nem se eu quisesse muito. E então eu sinto… Dois dos seus dedos deslizam pra dentro de mim.
Um gemido mais alto escapa dos meus lábios, mas eu tento conter. Você aperta meu pescoço mais forte e diz:
⁃ Não segura... Deixa eu escutar o que eu faço com você.
Eu obedeço. Gemo no mesmo ritmo que seus dedos me fodem e encontram um ponto particularmente sensível. Conforme você aumenta a velocidade, é possível ouvir o som indecente que minha boceta molhada faz. Isso só parece te incendiar ainda mais, porque você intensifica o movimento e eu gozo nos teus dedos. Gemendo alto e tremendo, eu percebo o quanto sou sua. É inquestionável a esse ponto.
Cada parte de mim quer pertencer a você.
Você me beija mais uma vez enquanto desliza os dedos pra fora de mim e solta meu pescoço. Eu sinto o fluxo de sangue retornar ao normal na minha cabeça, mas a razão se recusa a voltar.
Não penso duas vezes antes de deslizar minhas mãos pelo seu peito nu e te afasto um pouco. Você se deixa guiar... Eu te seguro pela cintura e te deixo no mesmo lugar que eu estava, de costas pra mesa. Sei bem que você vai precisar se apoiar quando eu fizer contigo o que pretendo.
Deslizo as mãos pelo seu peito até o cós da boxer branca e você mantém o contato visual comigo, subindo uma mão até meus cabelos e acariciando gentilmente.
Vou tirando essa peça de roupa inútil que me impede de ver o que tanto quero e me ajoelho lentamente, indecisa entre olhar pros seus olhos e pra sua rola, que pulsa pra mim.
Você segura meus cabelos, não pra me guiar, mas pra manter suas mãos em mim a todo momento. Eu seguro com ambas as mãos e aproximo minha boca. Deposito um breve beijo na sua glande, molhada pela sua excitação e sorrio.
Te chupar sempre foi algo que eu amo fazer. Te fazer perder o controle assim é um privilégio que só eu tenho e eu sempre farei por merecer.
Abro mais a boca e passo a língua por toda a extensão do seu prazer sem tirar os olhos dos seus. Eu te lambo como se fosse um picolé e não resisto a deslizar uma mão até o meio das minhas pernas e me masturbar. Envolvo a cabeça com a minha boca e gemo no teu pau. Começo a mover a cabeça pra frente e pra trás pra te levar ao paraíso e não paro até começar a ouvir seu gemido rouco e delicioso.
Sinto que minha boquinha está habituada o suficiente com o seu tamanho e faço aquilo que você mais gosta. Te engulo inteirinho, até a base, sem engasgar e sorrio com os olhos quando você pulsa na minha garganta.
⁃ Isso, assim... Boa garota.
Eu juro que quase gozo de novo só de ouvir isso, mas seguro, porque quero gozar contigo, aqui, no meio da cozinha. Volto a boca o suficiente pra conseguir respirar um pouco e te engulo inteiro de novo. Você, perdendo o controle, segura meu cabelo e começa a foder minha garganta. Seus movimentos são intensos e eu amo cada segundo.
Enquanto você se aproveita da minha boquinha, eu não tiro os olhos dos seus e continuo me masturbando pro momento. Estou tão molhada que escorre pelas minhas coxas.
Você aumenta um pouco a velocidade e eu sei o que está por vir. Eu quero. Sentir teu gosto na minha língua me deixa louca.
Enquanto você segura meu cabelo com uma mão e a acaricia minha bochecha com a outra mão com delicadeza e amor, você fode minha garganta com força e vontade. O contraste é o suficiente pra me deixar no limite, mas me seguro.
Você continua metendo na minha boca enquanto me olha nos olhos e seus gemidos ficam mais frequentes. Seus olhos se fecham por um momento, você tira um pouco da minha boca, mas mantém a glande na minha língua. Um gemido gutural sai dos seus lábios e eu não consigo me segurar mais. Eu gozo pros meus dedos enquanto circulo sua rola com a língua, gentilmente, sentindo o gozo quente e levemente salgado preenchendo minha boca.
Espero seu corpo parar de tremer e pulsar pra tirar a boca, não quero acelerar o momento, nem por um segundo. Quero que você se desfaça na minha boca sempre que possível e sempre farei questão de prolongar a sensação até que você tenha certeza que nunca vai querer outra boca.
Engulo tudinho, com gosto, rolando os olhos de prazer. Abro a boca e coloco a língua pra fora pra te mostrar que completei minha missão como sua putinha, sua submissa, sua boa garota.
Você sorri, olhando pra mim e eu sei muito bem que ainda não acabamos um com o outro…
*~ Obrigada se você leu até aqui! Esse é o primeiro conto que eu escrevo. Deixei a vergonha de lado pra publicar aqui. Me fala o que você achou! E se quer parte 2! ♥ ~*