Fome Proibida
Lucas Oliveira, aos quarenta anos, vivia preso numa frustração sexual que o consumia lentamente. Casado há sete anos com Sofia, o desejo entre eles havia praticamente desaparecido. As poucas vezes que faziam sexo eram mecânicas, frias e espaçadas por semanas ou até meses. Ela raramente o procurava e, quando ele tentava, recebia suspiros de cansaço ou um “estou com dor de cabeça” que já nem o surpreendia.
O corpo dele ardia. Tinha um apetite sexual forte, quase constante, que a rotina do casamento não saciava. De manhã, no duche, masturbava-se com urgência, a mão deslizando rápido pelo pau duro enquanto fechava os olhos e imaginava bocas quentes e molhadas. Gozava depressa, com um gemido abafado, mas o alívio durava pouco. À tarde, antes de voltar para casa, por vezes parava o carro num parque de estacionamento discreto, baixava as calças e batia uma punheta rápida, olhando para o vazio enquanto o esperma jorrava sobre um lenço de papel. Limpava-se, respirava fundo e seguia caminho com a mesma sensação oca.
À noite, quando Sofia adormecia cedo ou ficava no telemóvel, Lucas procurava alívio no escuro do quarto de hóspedes ou na casa de banho. Abria vídeos pornográficos e perdia-se em corpos ambíguos: curvas generosas, rostos femininos com algo mais entre as pernas, expressões dominantes e convidativas. Aquilo excitava-o de uma forma visceral e intensa. Gozava com força, o corpo a tremer, sem qualquer culpa — apenas puro prazer.
Anos antes, numa noite em que saíra com os amigos, regressava para casa sozinho e bastante bêbado. No caminho, parou num bar escuro e movimentado. Foi aí que aconteceu pela primeira vez. Uma pessoa com curvas sedutoras e presença magnética aproximou-se dele. O encontro foi rápido, confuso e eletrizante. Lucas deixou-se levar. Sentiu uma boca quente e experiente engolir-lhe o caralho devagar, profundamente, até ao fundo da garganta, com uma habilidade que nunca tinha experimentado. O prazer foi tão intenso que gozou com violência, tremendo, enquanto aquela boca continuava a sugar cada gota. Nunca mais repetira a experiência, mas guardava aquela memória como um dos momentos mais excitantes da sua vida. Voltava-lhe à cabeça sempre que o tesão apertava, sem vergonha, apenas com desejo cru.
Agora, aos quarenta, casado e sem filhos, vivia preso entre o desejo da carne e a realidade de um casamento quase assexuado. Masturbava-se cada vez mais, por vezes duas ou três vezes ao dia, mas nada preenchia o vazio. Sonhava com bocas que o chupassem com fome verdadeira, com mãos que lhe apertassem as bolas, com um corpo que se entregasse sem reservas. Imaginava-se a foder com força, a ouvir gemidos autênticos, a sentir carne quente e molhada a contrair à volta do seu pau.
Sofia, entretanto, parecia conformada com aquela vida morna. Para Lucas, cada dia era uma tortura lenta. O pau endurecia-lhe muitas vezes sem razão, pressionando as calças no escritório, e ele tinha de se controlar para não ir à casa de banho descarregar a frustração. Estava farto de gozar sozinho, farto de desejos contidos, farto de fingir que estava tudo bem.
A fome sexual crescia dentro dele como um animal enjaulado, cada vez mais impaciente, cada vez mais perigoso.
Uma noite, Sofia avisou que ia sair com as amigas para jantar e depois prolongar a noite. Lucas sentiu um misto de alívio e excitação imediata. Assim que a porta se fechou, subiu ao quarto, tirou a roupa e entrou no duche. Barbeou-se com cuidado — rosto, pescoço e, com mais atenção, a zona da virilha, deixando a pele lisa e sensível. O simples gesto já o deixava meio duro.
Vestiu uma camisa escura bem cortada, calças jeans escuras que marcavam o volume e um casaco leve. Olhou-se ao espelho: aos quarenta anos ainda tinha boa presença. O pau latejava-lhe dentro das calças, cheio de tesão acumulado. Saiu de casa sem destino definido, mas com a mente a fervilhar.
Caminhou pelas ruas de Lisboa, sentindo o ar da noite na pele. Passou por bares normais, restaurantes, mas nada o atraía. O desejo era mais cru, mais perigoso. Depois de quase uma hora a vaguear, com o caralho semi-duro a roçar no tecido, parou em frente a um bar de alterne discreto, com luzes vermelhas suaves e um porteiro silencioso à porta.
Hesitou apenas uns segundos. Empurrou a porta e entrou.
O interior era escuro, com música baixa e sensual. Várias mulheres sentadas ao balcão ou em sofás viraram-se para ele com olhares avaliadores. Algumas vestiam roupas curtas e decotadas, corpos bem feitos, pernas cruzadas com intenção. Lucas sentiu o coração acelerar e o tesão subir ainda mais. Sentou-se ao balcão, pediu um whisky e deixou o olhar vaguear.
Lucas deixou o olhar percorrer o bar. Várias mulheres bonitas, corpos expostos, sorrisos profissionais. Mas uma chamou-lhe imediatamente a atenção. Alta, pernas longas e bem torneadas, vestido preto justo que marcava curvas generosas — seios firmes, cintura marcada e ancas largas. O rosto era bonito, maquilhagem perfeita, cabelo escuro comprido. Havia algo no olhar dela, uma intensidade diferente, que o fixou. Ela devolveu o olhar, sustentando-o por vários segundos com um meio-sorriso provocante.
Ele não desviou. Ela levantou-se devagar e aproximou-se, sentando-se no banco ao lado dele com elegância.
— Vieste aqui à procura de companhia? — perguntou com voz rouca e baixa, quase sussurrada.
— Talvez — respondeu Lucas, sentindo o pau latejar. — Depende da companhia.
Conversaram pouco. Ela chamava-se Alex. Falava devagar, tocando-lhe levemente o braço, elogiando o cheiro dele, dizendo que gostava de homens diretos. O tesão entre eles era palpável. Ao fim de alguns minutos, ela inclinou-se e murmurou ao ouvido dele:
— Queres ir para um sítio mais reservado? Há umas salas atrás...
Lucas aceitou. Seguiram para uma zona privada do bar, um pequeno sofá num canto semi-escuro com cortinas pesadas.
Assim que a cortina se fechou, Alex ajoelhou-se à frente dele. Abriu-lhe as calças com mãos experientes e libertou o pau já completamente duro. Olhou-o nos olhos e engoliu-o devagar, num broche quente e profundo, a boca molhada deslizando até ao fundo. Lucas gemeu baixo, segurando-lhe o cabelo. Ela chupava com fome, língua girando na glande, sugando com força.
— Quero-te dentro de mim — sussurrou ela, com a voz rouca de desejo. Levantou-se devagar, virou-se de costas para ele e baixou o vestido preto até à cintura. A bunda redonda, firme e bem feita surgiu diante dos olhos de Lucas, perfeita, com a pele macia a brilhar ligeiramente sob a luz fraca. Ela arqueou as costas, abrindo ligeiramente as pernas e revelando o buraco rosado e convidativo.
— Mete-me o pau no cu — pediu, olhando por cima do ombro com um olhar faminto. — Quero sentir-te bem fundo. Quero que gozes lá dentro, enche-me.
Lucas sentiu o sangue ferver. O caralho latejava, duro como pedra, com uma gota de pré-gozo já a escorrer na glande. Não hesitou. Cuspiu generosamente na mão, espalhou a saliva pela rola grossa e posicionou-se atrás dela. Encostou a cabeça inchada ao buraco apertado e empurrou devagar, sentindo a resistência inicial dar lugar ao calor intenso. Centímetro a centímetro, enterrou-se naquele cu quente e apertado, gemendo baixo quando as paredes internas o apertaram com força.
— Porra... que cu tão bom — rosnou, segurando-a pelas ancas.
Começou a foder com estocadas lentas e profundas, saboreando a sensação. Alex gemia baixinho, empinando mais a bunda contra ele, pedindo mais. Lucas acelerou o ritmo, batendo com mais força, as bolas a embaterem contra ela a cada investida. O som molhado e obsceno enchia o pequeno espaço privado. Ele agarrou-lhe o cabelo comprido com uma mão e puxou ligeiramente, enquanto a outra deslizava para a frente e apertava um dos seios firmes.
— Mais forte... fode-me — implorou ela, a voz entrecortada.
Lucas perdeu o controlo. Começou a dar-lhe estocadas brutais, enterrando o pau até ao fundo, sentindo o cu dela contrair à volta da sua rola. O prazer era avassalador, muito mais intenso do que qualquer coisa que sentira nos últimos anos. O suor escorria-lhe pelas costas. Os gemidos dela tornaram-se mais altos, quase desesperados.
Quando sentiu o orgasmo aproximar-se, não aguentou mais. Com um grunhido rouco, empurrou com toda a força e explodiu. Jatos grossos e quentes de esperma jorraram fundo dentro do cu dela, enchendo-a enquanto o corpo de Lucas tremia violentamente. Continuou a dar pequenas estocadas, esvaziando-se por completo, até a última gota.
Depois do orgasmo, ficaram alguns segundos em silêncio, apenas a respirar pesadamente. Alex endireitou o vestido com um sorriso satisfeito. Não houve grande conversa. Lucas arranjou as calças, ainda atordoado pelo prazer intenso que sentira. Saíram da zona privada e voltaram para o balcão. Ele acabou o whisky de um gole, pagou a conta generosa e saiu do bar sem olhar para trás.
A viagem de táxi até casa foi silenciosa. Tinha o corpo leve, mas a mente agitada. Quando chegou, Sofia ainda não tinha voltado. Tomou um duche rápido, deitou-se na cama e adormeceu quase de imediato.
Nessa noite, o sono foi povoado por memórias e sonhos vívidos. Sentia novamente aquele cu apertado e quente a engolir-lhe o pau, as estocadas fundas, o gemido rouco de Alex quando ele se derramou lá dentro. No sonho, repetia a cena com mais intensidade: fodia com mais força, agarrava aquelas ancas largas, ouvia a voz dela a pedir para ser enchida. Acordava a meio da noite com o caralho duro como pedra, latejando contra a barriga, e voltava a adormecer apenas para o sonho continuar.
Dormiu a noite inteira de pau feito. Acordava de tempos a tempos, tocava-se distraidamente, recordando a sensação proibida e deliciosa de se enterrar naquele corpo ambíguo, de gozar fundo sem contenção. Pela manhã, quando Sofia ainda dormia ao lado dele, Lucas estava com uma ereção persistente, o corpo a pedir mais.
Pela primeira vez em anos, sentia algo diferente. Já não era só frustração acumulada. Tinha provado um prazer novo, mais cru e excitante do que qualquer coisa que vivia no casamento. O gosto daquele cu apertado, da boca gulosa, da entrega sem reservas… queria mais. Precisava de mais.
Sabia que não conseguiria parar ali. O animal enjaulado dentro dele tinha provado a liberdade e agora exigia sair novamente.